quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Sobre muralhas e universos.

E agora que já desisti de dormir - pelo menos não antes de pontuar algumas coisas -, venho aqui para que talvez meu choro (baixo, diário e persistente) possa ser ouvido.
Ah, Iara. Você e suas muralhas.
Depois de toda a tormenta, você conseguiu construir sua "proteção". Olhando dai, ficou boa? Não?! Eu sei que ela anda apertada demais e te sufoca. Cada vez você a tornava mais rígida para amparar dores pelas quais passou, agora se tornou uma delas. Cada vez mais alta, para que ninguém pudesse vez a sua tristeza em não saber simplesmente recomeçar. 
Como se tivesse milhões de universos, mas nenhum cruzasse com o teu.
A boa noticia, é que mesmo com todas camadas de concreto, você ainda pode contar com velhos abraços. Uma pena que esses bracos tenham outros compromissos pela manhã, e que você tenha que aceitar que terá que desconstruir-se sozinha. Que terá que lidar com a sua pior vilã, armada de seu maior medo: você mesma, e seus sentimentos.
Faça o necessário e não se perca mais ai dentro. Quem sabe em breve você verá o sol tocando seu rosto e cabelo.


                                                                                                                                          Por Iara Lopes.