A primavera está soprando a poeira das xícaras que usávamos para tomar chá gelado de hortelã. Em uma dessas madrugadas, num ímpeto de atrevimento, fiquei nas pontas dos pés para ver se a prateleira da memória ainda era morada do verão de 2013.
Sorri e me virei para o lado, até o Sol do dia mais leve do ano brilhar o céu.
Por Iara Lopes.
Ventos Doceis
domingo, 16 de outubro de 2016
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Meu coração
continua a diminuir e minha cabeça pensam que isso é mal. Eu
carrego há um tempão toda essa ânsia de querer ser algo que não terminei de
inventar
É coisa
minha, cresceu com as cicatrizes do patins
Vou atrás da
cura porque o mundo vende que é tristeza e que tem cura
E eu
compro.
...
O percurso
me dói mais que a primeira linha.
Iara Lopes.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Sobre muralhas e universos.
E agora que já desisti de dormir - pelo menos não antes de pontuar algumas coisas -, venho aqui para que talvez meu choro (baixo, diário e persistente) possa ser ouvido.
Ah, Iara. Você e suas muralhas.
Depois de toda a tormenta, você conseguiu construir sua "proteção". Olhando dai, ficou boa? Não?! Eu sei que ela anda apertada demais e te sufoca. Cada vez você a tornava mais rígida para amparar dores pelas quais passou, agora se tornou uma delas. Cada vez mais alta, para que ninguém pudesse vez a sua tristeza em não saber simplesmente recomeçar.
Como se tivesse milhões de universos, mas nenhum cruzasse com o teu.
A boa noticia, é que mesmo com todas camadas de concreto, você ainda pode contar com velhos abraços. Uma pena que esses bracos tenham outros compromissos pela manhã, e que você tenha que aceitar que terá que desconstruir-se sozinha. Que terá que lidar com a sua pior vilã, armada de seu maior medo: você mesma, e seus sentimentos.
Faça o necessário e não se perca mais ai dentro. Quem sabe em breve você verá o sol tocando seu rosto e cabelo.
Por Iara Lopes.
Ah, Iara. Você e suas muralhas.
Depois de toda a tormenta, você conseguiu construir sua "proteção". Olhando dai, ficou boa? Não?! Eu sei que ela anda apertada demais e te sufoca. Cada vez você a tornava mais rígida para amparar dores pelas quais passou, agora se tornou uma delas. Cada vez mais alta, para que ninguém pudesse vez a sua tristeza em não saber simplesmente recomeçar.
Como se tivesse milhões de universos, mas nenhum cruzasse com o teu.
A boa noticia, é que mesmo com todas camadas de concreto, você ainda pode contar com velhos abraços. Uma pena que esses bracos tenham outros compromissos pela manhã, e que você tenha que aceitar que terá que desconstruir-se sozinha. Que terá que lidar com a sua pior vilã, armada de seu maior medo: você mesma, e seus sentimentos.
Faça o necessário e não se perca mais ai dentro. Quem sabe em breve você verá o sol tocando seu rosto e cabelo.
Por Iara Lopes.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Você vai ver isso, não vai? E quando ver vai saber que é pra você, não vai?
This Ain't a Goodbye - Train
"Você e eu fomos amigos do espaço sideral
Com medo de deixar partir
Os dois únicos que entenderam este lugar
E tanto quanto sabemos
Estávamos meio antes do nosso tempo
Tão ousado quanto estávamos cegos
Apenas outro erro perfeito
Outra ponte a tomar
Na maneira de deixar partir
Isto não é um adeus
É apenas a maneira que o amor continua
Quando as palavras não aquecem o suficiente, para afastar o frio?
Isto não é um adeus
Não é onde nossa história termina
Mas eu sei que você não pode ser meu, não do jeito que sempre foi
Enquanto tivermos tempo
Então isso não é um adeus
Oh não, isso não é um adeus
Erámos estrelas no céu iluminado
Ninguém mais podia ver
Nenhum de nós pensou em perguntar por que
Não era para ser
Talvez estivéssemos muito alto
Para entender cada vez
Talvez fomos vítimas de todos os planos tolos"
sábado, 18 de janeiro de 2014
domingo, 22 de setembro de 2013
Garoa.
Entre um passo e outro no asfalto molhado, depois de olhar pro seus tênis e me lembrar do dia em que você me ensinou a colocar os cadarços iguais aos seus e eu finalmente consegui, eu percebi que agora tudo é bem mais sincero e fácil. Depois de todas as brigas, todas as lagrimas, toda a raiva que passava na semana seguinte, o que resta em nos é de fato bonito e sincero. Eu sinto vontade de te abraçar, e agora sim, seu abraço é sincero e me faz bem. Ele não me faz perder o chão, meu coração não vai mais a boca - ainda bem. Já fui apresentada a todos os teus defeitos, alguns deles eu gostei, outros me deixavam tristes durante varias noites, mas agora eu tenho a maturidade para lidar com todos eles. E a melhor forma foi assim, você no seu espaço e eu no meu, vez ou outra nos encontrando e comentando o que a vida tem feito por nós, olhando pros seus olhos e estranhamente, lembrando com carinho o furação que passou. Nossas gargalhadas não são altas como antes, as vezes me parece que as coisas perderam a intensidade, mas assim está bem. Você gosta de ser livre e eu de prender, é errado que eu tente entrar na sua vida com meus sentimentos exagerados, é errado que eu gaste toda minha força e energia em alguém que não me quer tanto assim...
Nossos erros foram tao profundos quanto seus olhos castanhos, e agora os meus enxergam o que eu nunca consegui ver. As vezes acho que sou uma borboleta que saiu do casulo (você diria que isso é bem gay, e eu responderia que eu sou toda gay) mas não sou mais tao frágil assim. Obrigada por dividir um pouquinho do seu mundo comigo, eu sei que você não faz isso com qualquer um. Obrigada pelos sorrisos, obrigada por dividir seus fones, obrigada pelos segredos compartilhados. Mas obrigada principalmente por não cuidar de mim, caso isso tivesse sido feito, eu jamais teria aprendido a me cuidar sozinha.
Por Iara Lopes.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Eu, completamente, eu.
Preciso de um tempo pra mim, só pra mim, deixar um pouco de lado essas coisas que ocupam tanto meu coração e minha mente pra olhar um pouquinho pra dentro. Preciso ser menos esse amor e mais eu.
Minha alma já esta cansada de caminhar e caminhar a tua procura, de gritar teu nome. Meu grito pra você é só um sussurro baixinho. Você não escuta ele com a intensidade que eu quero.
Então ela vai se calar. Só por um tempo. Eu vou me completar para então assim, conseguir preencher seu vazio, vou me tornar mais forte pra caminhar com mais confiança ate você, vou fazer você ouvir meu grito como deveria.
Só preciso de um tempo.
Vou fazer tudo que gosto: cantar bem alto uma musica "água com açúcar" no chuveiro, acordar realmente tarde, ver comedias românticas só porque elas não exigem grande esforço mental, ler meus livros sobre filosofia, ouvir Strokes, Arctic Monkeys, The Smiths, The Cure, Two Door Cinema Club, The Drums, enfim, minha bandas favoritas, escrever poesia de madrugada, ler poesia bem de manhãzinha na rede, tomar sorvete nas tardes de domingo, fazer bolo de chocolate...
Fazer o que eu gosto pra lembrar quem eu sou.
Lembrar quem eu sou pra mostrar a você.
Por Iara Lopes.
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