segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eu, completamente, eu.

 
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  Preciso de um tempo pra mim, só pra mim, deixar um pouco de lado essas coisas que ocupam tanto meu coração e minha mente pra olhar um pouquinho pra dentro. Preciso ser menos esse amor e mais eu.
   Minha alma já esta cansada de caminhar e caminhar a tua procura, de gritar teu nome. Meu grito pra você é só um sussurro baixinho. Você não escuta ele com a intensidade que eu quero.
   Então ela vai se calar. Só por um tempo. Eu vou me completar para então assim, conseguir preencher seu vazio, vou me tornar mais forte pra caminhar com mais confiança ate você, vou fazer você ouvir meu grito como deveria.
   Só preciso de um tempo.
   Vou fazer tudo que gosto: cantar bem alto uma musica "água com açúcar" no chuveiro, acordar realmente tarde, ver comedias românticas só porque elas não exigem grande esforço mental, ler meus livros sobre filosofia, ouvir Strokes, Arctic Monkeys, The Smiths, The Cure, Two Door Cinema Club, The Drums, enfim, minha bandas favoritas, escrever poesia de madrugada, ler poesia bem de manhãzinha na rede, tomar sorvete nas tardes de domingo, fazer bolo de chocolate...
    Fazer o que eu gosto pra lembrar quem eu sou.
    Lembrar quem eu sou pra mostrar a você.



                                                                                                                                           Por Iara Lopes.

domingo, 16 de setembro de 2012

Fly.

 
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   Nessas horas é que eu queria saber voar. Não precisava de super poderes, só duas asas que batessem bem rapidinho, e que me levassem pra bem alto, só pra ficar mais perto do céu e passar por cima dessa cidade bem devagar. As mentiras não me alcançariam, e eu não conseguiria escutar nenhuma boca falando maldades.
   Eu iria a tantos lugares! Primeiro eu passaria no lugar do meu primeiro beijo. Não o primeiro primeiríssimo, mas o primeiro em que eu realmente senti algo. O primeiro em que eu estive envolvida emocionalmente. Acreditem: ele demorou muito pra acontecer.
   Depois voaria até a cidade em que vivi certa parte de minha infância. Até o parquinho que frequentava quando criança. Ainda me lembro da minha Melissa Aranha vermelha correndo pela grama, e do balão de mesma cor, com forma de coração que deixei escapar. Será que encontro ele aqui por cima?
  E não importa muito por onde meu roteiro seguiria. Eu só queria fugir daqui. Ocupar minha mente com boas memorias porque o presente não tem sido tão fácil assim.
  Claro que foi muito bom me tornar uma pessoa corajosa, é otimo saber encarar os problemas de frente, matar meus monstros sozinha. Mas tudo tem um lado ruim. É difícil pra mim ver certas coisas acontecendo e não poder fazer mais nada, observar os problemas de braços cruzados me mata todos os dias.



                                                                                                                                           Por Iara Lopes.

 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Inverno em mim.


Meus versos tortos,
Ou seriam tolos?
Ocupam essa folha só pra te dizer
Que não esta fácil seguir sem você.

Palavras análogas,
Umas as outras,
Correm bem soltas
Nesse vazio.
Que frio.

Eu gostava mais da sua arrogância
Do que desse silencio.
É difícil dormir ouvindo apenas o barulho do vento.

Então beije ela,
Enquanto eu observo
Triste,
Pela minha janela.

Vocês dois são tão bonitos,
Essa guerra eu já perdi.
E se você gosta mesmo dela,
Quem sou eu pra impedir?

Pode ir.
Nada mais te prende aqui.


                                                                                                                                           Por Iara Lopes.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Let my heart go.

 
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   Eu sempre tento colocar um ponto final nas (nossas) coisas, mas você vai lá e puxa uma virgula. Se pra voce é tão desimportante assim, porque não acaba? É sempre assim, eu com minhas interrogações e voce com suas exclamações, um de cada lado, e ao mesmo tempo junto.
   Se eu já estou tão exausta dos passos cansados que fizeram esse caminho, por que simplesmente não paro esse caminhada? Por que voce sempre pega pelo meu braço já quase sem vida e me faz caminhar mais um pouco, me levando pra sua longa e incerta estrada? Por que voce só me incentiva quando estou quase parando?
  E agora vou escrever essas linhas quase que como um apelo: ou caminhe comigo sempre do meu lado, ou me deixe seguir o meu caminho. Esteja aqui sempre e não somente quando as coisas estiverem prestes a acabar.


                                                                                                                                           Por Iara Lopes.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Let's try.


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   Eu não quero gastar seu tempo, juro, eu só quero te dizer que estou disposta a tentar, mesmo que pareça que isso nunca funcione. Você ainda se importa? Porque se a resposta for "sim", eu irei contra tudo e todos, principalmente contra meu medo, eu vou fazer o menos recomendável, eu irei segurar tua mão fria da solidão desses tempos, e acredite: eu não pretendo solta-lá.
  Eu não quero mudar seu jeito, eu não quero fazer sua mente, eu só quero entrar no teu coração. E uma hora ou outra, nossa primavera vai chegar. E eu sinto que vai ser ao mesmo tempo pros dois.
  E eu só estou dizendo tudo isso antes que seja tarde e eu tenha que observar você indo embora, antes que eu tenha que ouvir sua boca dizer um "adeus" e ficar cada vez mais distante da minha. Dessa vez não vou deixar o mais importante pro final.



                                                                                                                                                 Iara Lopes.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

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   Rir sem parar, comer pizza vendo uns filmes de terror antigos, tomar chá na varanda, brincar de pega pega na chuva, caminhar pela tarde na praia, andar de bicicleta sentido o ventos nos cabelos, abrir a janela pra sentir o cheiro da chuva, deitar na grama e olhar as estrelas, deitar na grama e ver desenhos nas nuvens, brincar de lutinha pela manhã, ouvir 505 deitada na sua cama, conversar sobre livros, ir ao cinema, dividir fones de ouvido, comer torta de limão sem parar, beber vinho ate de madrugada ouvindo Beatles, voltar pra casa falando merda e tentando se equilibrar no meio fio, ir no mercado e só comprar besteira, tudo isso, me da um vazio enorme sabe? Porque sem você nada disso tem graça, nada disso faz sentido, você me desacostumou.